Conheço e vejo todos os dias muitas pessoas na web através das redes sociais das quais participo. Vejo um pouco das suas vidas, compartilho sugestões culturais, vídeos, fotos. E alguns momentos me sinto como se estivesse dentro de suas casas. Tenho uma conhecida do bairro com quem me cruzo e às vezes e nem a cumprimento direito mas na web ela teceu um elogio a alguma coisa que postei. Ao nos cruzarmos outro dia na rua nos cumprimentamos com olhar e talvez até certa cumplicidade coisa que não existia antes. Percebi que sim as redes podem ser um acréscimo na melhoria das relações humanas mas nem sempre. Podem servir para acomodar certas emoções que nos impulsionam a socialização e ações propriamente ditas que nos levam a participação concreta nos fatos do dia a dia. Exemplo? O seu telefone não tocar quase nunca e você não ter amigos com quem sair, pegar um cinema ou assistir um show e até mesmo para dar um pequeno passeio. Nesses casos se ilude achando que está cheio de amigos e na verdade não está. Esta ilusão pode aplacar uma tomada de atitude mais agressiva para colocar avante seus projetos e idéias. O mais importante é saber utilizar as redes sociais como um meio eficaz que agregue valores a sua vida. Conheço muitas pessoas que nem utilizam e que não sentem falta. Mas se sabe que em qualquer meio a divulgação de idéias nas redes pode ser fundamental , somar e impulsionar. Mas não devem substituir uma verdadeira atitude física. Em alguns casos é preciso reforçar com a presença o que foi semeado com e-mails e textos. Faço o teste comigo mesma muitas vezes: quando olho todas aquelas fotos de amigos virtuais e ainda sim me sinto imensamente só é porque algo não está bem, está na hora de abrir a porta, sair à rua e usar o telefone.
* sobre a fantasia amorosa ou dependência emocional* Via a s pessoas voltando às suas casas, loucas por um banho, um cheiro de sabonete, coisas familiares. O arrepio. Via a eles dois, lutando indefinidamente. A bondade e o egoísmo, o branco e o negro, o romantismo e o sarcasmo. Percebia que ele já não suportava essa perseverança. Mas Llia tínha medo. Medo da solidão. De não conseguir concretizar planos e projetos, um sem o outro. Ela sem ele, sem seu olhar, sua atenção. Talvez fosse o amor disfarçado em uma das suas mil formas. As pessoas são tão simples e tão cruéis, pensava Lia. Como acreditar nos vizinhos, nos transeuntes, naquele senhor idoso que descansava sob a cadeira, na calçada? Como acreditar naquelas tuas maduras constatações sobre humanidade? Era uma guerra genuína e maluca entre casais, entre vizinhos pela alegria de manter princípios. Um foguete atravessava um céu carregado mas sem nuvens, sem nebulosidade. Lia e seu corpo as...
