Pular para o conteúdo principal

Imparcialidade no jornalismo

A fragilidade de nossa profissão de jornalista, sujeitos a perseguição e manipulação não é percebida pelo público. E muitas vezes nós , porta vozes dos fatos somos atingidos pela ignorância e desespero deste público quando o fato tratado é polêmico.


No jornalismo aprendi sobre imparcialidade.Quando saíamos
para fazer uma matéria ou entrevistar alguém, era preciso ouvir várias opiniões sobre o assunto tratado. Esse detalhe não é percebido pelo público. Se não assistisse a Globo também, estaria em posição radical e política como jornalista , e preciso ser neutra, e essa é a parte mais difícil. Ultimamente devem ter crescido as recomendações de pauta: ...não mencionar isto ou aquilo... Muitos jornalistas com certeza são obrigados a mudar seu discurso e trair o que aprenderam : ouvir todos os lados envolvidos, os contrários e os favoráveis para que assim as pessoas se posicionem livremente. Já tive experiências, principalmente no rádio, quando devia seguir o perfil da emissora, muitas vezes contrário as minhas posições.Muitas mídias de informação nas redes sociais são parciais. Uma avalanche de notícias fake e manipulação de fotos. Criar notícia sobre fato a princípio desinteressante e que nos parece inútil não é tarefa fácil.Como me dizia um antigo professor , se você tiver que construir uma matéria sobre uma palito de fósforo, terá que obter informações sobre por que está ali etc. E o que isso tem a ver com imparcialidade? Muito, pois construir notícia é como fotografar com palavras, tornar interessante e informativo um fato aparentemente chato. Se conseguirmos ser neutros ele deixará de ser chato.
O que vemos hoje são notícias e matérias incompletas, parciais. Bons e competentes jornalistas acuados, mesmo sendo da Globo. TV Cultura,Canal Brasil conseguem maior imparcialidade ou neutralidade. Tente descrever o seu pior inimigo, se o tiver, sem adjetivar, de maneira neutra, se conseguir, parabéns.

Postagens mais visitadas deste blog

Só as mulheres histéricas são capazes de amar

Pulsão de morte, significante, signo, sexuação, palavras sedutoras...Houve uma época em que me envolvi com a Psicanálise profundamente.Talvez porque sua alma esteja no verbo, no verbalizar a neurose. Participava de cartéis, espécie de encontros semanais fechados onde um mentor, geralmente doutorando, figura respeitadíssima no meio, faz análise conjunta de livros e tópicos de publicações de Lacan ou relacionadas. A maior parte dos participantes já são psicólogos formados e terapeutas eu era uma curiosa ali por que os cartéis são abertos ao público, mas é preciso ser estudante de psicologia ou cara de pau como eu. Se se começa a estudar sobre Lacan fica-se um pouco louco.

Amores fakes

Neste período em que nos vemos tolhidos da liberdade de transitar livremente, acabamos por descobrir nichos que estavam ocultos , preguiçosos em um canto da mente ou da casa.Nichos ou partes de nós que seguiam a espreita em busca de uma oportunidade para ressurgirem e terem a sua chance de mostrar alguma atividade.  Fiz uma lista das coisas que deveria fazer hoje,parece simplista, mas está dando certo. Tenho me visto perdida entre os muitos afazeres ou um deixar-me estar. Achava bobo quando ouvia influencers de auto ajuda discernirem sobre como conseguir sucesso na vida.Todos quase sempre citam este artifício: fazer uma lista. Mas quantos listas fazemos e não cumprimos. Mas agora somos nossos patrões. Portanto temos que cumprir a lista! E encabeçando a minha  lista hoje está : escrever no blog. Eu não devo postergar , nem atropelar tarefas que podem parecer mais importantes depois de feita a tal lista. Preciso seguir a lista e ponto. Mas sobre o que deveria eu escrever h...

Divagações lulistas

Nínguém acreditou quando aquele homem simples, um operário, iria comandar um país como o Brasil. Tudo começou no período pós ditadura militar em São Paulo, milhares de operários liderados por ele clamando por justiça, por melhores salários e melhores condições de trabalho. Era impressionante seu carisma e sua facilidade de comunicação. Naquela época as esquerdas radicais o chamavam de populista por que fazia o que chamavam "conchavos" ou acordos com setores nem tão radicais para chegar ao objetivo de melhorar a vida destes brasileiros. Liderou e liderou tanto que conseguiu chegar ao tão conclamado "poder" máximo político, a presidência da república do Brasil. Já havia tentado antes e sido derrotado pelo jogo sujo de Collor de Melo, um homem que foi delatado pelo próprio irmão, e que usou de tragédias pessoais do concorrente para desmoralizá-lo públicamente. E todos acreditaram que este homem não valia nada. Mas o valete Collor de Mello caiu no abismo do dinheiro f...