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Amores fakes

A gente vai fazendo de conta que não acredita. Não acredita no amor. Quando aparece uma pessoa com quem nos entendemos, vai-se fingindo que não é importante.Então num surto de carência eis-nos entrando no jogo da sedução.O medo da paixão é terrível.Fica-se evitando armadilhas, fugindo do que poderia ser um prazer que possa querer repetição. Mas tudo tem seu preço.A paixão principalmente.Reprimimos o desejo de conhecer sua família e de desejar ser "a namorada".Temos medo de demonstrar fragilidade.Mas o sexo é satisfatório então pensamos:porque não,melhor ter que não ter.Mas amores fakes são chatos.Bom seria se as coisas fossem mais concretas e se permitissem existir nos intervalos e não apenas em finais de semana aleatórios.Continuassem mesmo que lentas e preguiçosas. O medo do tal envolvimento faz com que não existam ligações telefônicas para saber como estão as coisas. Sem intimidade real. Sempre me pergunto se a sensação de liberdade que precede a atitude de recusa a uma situação amorosa, aquele famoso "não preciso dele agora" é real ou trata-se de um refúgio passageiro da mente? A gente fica sem falar com o "outro" como se fosse um acordo tácito e silencioso. Parece que esse "namorado fake" gosta de provocar reações, sumindo por puro prazer de ver a pessoa ali desejosa. São as doces ilusões e expectativas de quem quer ser amado. Ele ainda acena com uma possibilidade remota de sair no domingo quem sabe..."se você não estiver chateada."