Pular para o conteúdo principal

Impressões Buanerenses 1

Os detalhes fazem a diferença quando se trata de mudança de país. A preferência pelo preto pelos porteños como já havia dito, nas placas, táxis, bancos de rua, lixeiras, fradinhos, é um padrão. Assim como o respeito e o orgulho que eles tem por suas construções centenárias, seus prédios e sua arquitetura requintada. Andar pela cidade é muito fácil. Tudo parece bem organizado. Existe até um ônibus que circula por todos os pontos turísticos da cidade, se você quiser descer e ficar na próxima volta ele pega você novamente retornando ao tour. Seu ponto é em frente ao Obelisco. O preço agora é de duzentos pesos. O Rio que se autodenomina cidade turística não tem um ônibus como esse central.


Se você souber onde fica a Avenida Corrientes, Santa Fé e 9 de Julio não se perderá em Buenos Aires, por que servem de referência para tomar os coletivos que levam a diversos bairros da cidade.Os coletivos tem motoristas sempre com uniformes limpos, boa aparência e não existem cobradores. Sendo que as cores destes ônibus são encantadoras, me fazem lembrar aqueles carrinhos de brinquedo. Ainda não padronizaram  suas cores e espero que não o façam, porque cada linha tem suas cores bem vivas e alegres. O sistema de bilhetagem é muito prático, a máquina fica bem do lado motorista e basta passar o cartão magnético que será cobrada taxa diferenciada dependendo da distância. Cartão que é comprado nos quiosques e ali mesmo podem ser carregados. Esses Kioskos estão por toda a parte, pequenas lojas com balas, chocolates, biscoitos, refrigerantes.

Postagens mais visitadas deste blog

Uma mulher prisioneira

* sobre a fantasia amorosa ou dependência emocional* Via a s pessoas voltando às suas casas, loucas por um banho, um cheiro de sabonete,  coisas familiares. O arrepio. Via a eles dois, lutando indefinidamente. A bondade e o egoísmo, o branco e o negro, o romantismo e o sarcasmo. Percebia  que ele   já não suportava essa perseverança. Mas Llia  tínha medo. Medo da solidão. De não conseguir concretizar planos e projetos, um sem o outro. Ela sem ele, sem seu olhar, sua atenção. Talvez fosse o amor disfarçado em uma das suas mil formas. As pessoas são tão simples e tão cruéis, pensava Lia.  Como acreditar nos vizinhos, nos transeuntes, naquele senhor idoso que descansava sob a cadeira, na calçada? Como acreditar  naquelas tuas maduras constatações sobre humanidade? Era uma guerra genuína e maluca entre casais, entre vizinhos pela alegria de manter princípios. Um foguete atravessava um céu  carregado mas sem nuvens, sem nebulosidade. Lia e seu corpo as...

Cruzes

  Sempre tivera medo de cruzes. Medo não. Uma espécie de desprezo, como se uma fraqueza de espírito levasse alguém a uma  sensibilidade afetiva por cruzes.  Cruzes no peito, na parede, tatuadas. Antes do cristianismo existiam as cruzes sim, desprovidas do caráter emocional criado depois da morte de Jesus. Mas isso não importava. Uma altivez acompanhava Vania. Se encontrava no rol daqueles que achavam não precisar de cruzes. Apoios religiosos, nenhum de seus símbolos. Se colocava no papel de quem observa as tentativas humanas de projetar seus medos em objetos místicos, amuletos de sorte. Mas no fundo queria poder sentir alguma emoção religiosa. Sómente quando olhava o verde, raízes, árvores, terra, sentia-se perto de Deus. Pois nunca sentira o toque de Deus. A possibilidade de que uma força maior inexplicável, onírica, absoluta, infinita estivesse por trás de tudo. Mas as cruzes eram definitivas. Altruístas na sua geometria do sofrimento. Vania estava destinada a nunca alc...

Amores fakes

Neste período em que nos vemos tolhidos da liberdade de transitar livremente, acabamos por descobrir nichos que estavam ocultos , preguiçosos em um canto da mente ou da casa.Nichos ou partes de nós que seguiam a espreita em busca de uma oportunidade para ressurgirem e terem a sua chance de mostrar alguma atividade.  Fiz uma lista das coisas que deveria fazer hoje,parece simplista, mas está dando certo. Tenho me visto perdida entre os muitos afazeres ou um deixar-me estar. Achava bobo quando ouvia influencers de auto ajuda discernirem sobre como conseguir sucesso na vida.Todos quase sempre citam este artifício: fazer uma lista. Mas quantos listas fazemos e não cumprimos. Mas agora somos nossos patrões. Portanto temos que cumprir a lista! E encabeçando a minha  lista hoje está : escrever no blog. Eu não devo postergar , nem atropelar tarefas que podem parecer mais importantes depois de feita a tal lista. Preciso seguir a lista e ponto. Mas sobre o que deveria eu escrever h...